sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

cenografia da noite

Passos no vazio da noite,
ritmo do som do vento entrando nos meus pulmões

exatamente nessa hora a vida parece mentira.

as luzes amareladas,
os sons preenchendo todas as dimensões

para que meus olhos, que sempre contemplam o futuro
acreditem no que vão deixando para trás.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

comprimido

abrir os olhos,
enquanto a retina reconhece,
o peito espreme,

meu peito comprimido,
pedra de gelo perdida na manhã
que oprime de maneira rude.

comprimido,
comprimedo.

todo dia acordar
e reaprender
(ou andar em círculos),
o novo eu

e a vida de outra maneira.

há tensão
no desamparo.

o amor só não resiste,
quando alguém renuncia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

amendoas
a
gotejar
despejar
a cadência da estrela

até não sobrar nada

faltou cor