domingo, 27 de novembro de 2011

nada,
não foi nada,

e isto diz tudo

"o que foi feito de nós"

refúgio de mim,
sou

a paixão pressente,
a fé confia,
o humano denuncia.

avistar o tempo,
navegar a vida,
mergulhar a morte.

saber, sabor,
nó dos eus em mim,

nó do tudo,
enfim.

sábado, 10 de setembro de 2011

elementar

gotejar
com a cadência
de uma estrela

fagulhas esquecidas
em um pedaço qualquer de céu

uníssono

esta ação
fria

a acreditar
no verso


universo

passa o ar
pelo compasso
do sol oculto

oriental

que atravessa
as fronteiras do tempo

me perco com ele

ceder, se der

silêncio da noite
a vida em prantos,
a vida em calma

tudo vibra e adormece

como ver?
comovendo

só, habito em tudo
só, sei

transe nas tranças afiadas da vida
que vibra e adormece
na brincadeira vital do desequilíbrio.

domingo, 28 de agosto de 2011

só lhe dão

que a vida não seja vã

como a verdade,
que nem sempre é sã

dia
logo


e me pergunto
sobre as essências

e sobre a habilidade de ser

sensibilidade
habilidade
sensação

encostadas num canto,
me fazendo companhia





quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

crer para não ver

palavras de estimação
são virtudes amorais e éticas,

afeição que dedico com toda minha ficção de pureza

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

riscando o céu

espero,
rabisco,
chega minha vez:
arrisco

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

co(m)memorando
e
sensi(ha)bilidade

evoco, com ciência,
minha natureza
do pretérito mais que perfeito
com hiper feições

de toda a (d)existência

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

lembranças - recorda ações

cada uma como um plano eterno,
estático e atemporal,
determinadas pelo fim do extremo de alguma coisa

há tanto pra conservar que a vida parece pequena
e sem perceber,
oriundas do cíclico,
guardaremos sempre mais.

domingo, 9 de janeiro de 2011

és tu pidão
és tu piedade
já não tenho alma
e nem tenho vontade
doa são
o amor