minha vigília adormece
logo que perco a sensibilidade
sentinela de estrela,
minha mira acerta todos os alvos,
mas jamais protege minha tenda
que se esconde atrás do sereno da noite
que, inocente e imponente,
brilha diante do abismo
domingo, 18 de julho de 2010
negligência
suaviza minha intensidade discreta
antes que minha calma seja breve
olhe para dentro de mim
antes que eu mesma já não enxergue
antes que minha calma seja breve
olhe para dentro de mim
antes que eu mesma já não enxergue
quinta-feira, 15 de julho de 2010
impermanência
abro os braços,
tenho frio
respiro fundo.
abraço o mundo,
e já não me alcanço
forasteira de mim mesma,
presumo meus mapas,
prevejo meus desertos,
renuncio.
tenho frio
respiro fundo.
abraço o mundo,
e já não me alcanço
forasteira de mim mesma,
presumo meus mapas,
prevejo meus desertos,
renuncio.
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